Ele não tinha nome nem nação. Ele não tinha voz nem rosto.
Ele não tinha sombra nem rastro. Ele não tinha correias nem vontade. Ele não
tinha corpo nem alma. Ele não tinha ideologia nem verdade. Ele não tinha sonho
nem vida. Ele não tinha lugar de pouso nem de partida. Ele não tinha início nem
fim. Ele não era nem criança, nem homem, nem velho, nem carne morta corroída
por vermes, virando o humus da terra. Ele simplesmente era em sua capacidade de
não ser. Ele simplesmente tinha em seu poder de não ter. Ele...

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