terça-feira, 11 de setembro de 2012

O HOMEM SÓ




Ele não tinha nome nem nação. Ele não tinha voz nem rosto. Ele não tinha sombra nem rastro. Ele não tinha correias nem vontade. Ele não tinha corpo nem alma. Ele não tinha ideologia nem verdade. Ele não tinha sonho nem vida. Ele não tinha lugar de pouso nem de partida. Ele não tinha início nem fim. Ele não era nem criança, nem homem, nem velho, nem carne morta corroída por vermes, virando o humus da terra. Ele simplesmente era em sua capacidade de não ser. Ele simplesmente tinha em seu poder de não ter. Ele...

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