Pôs a mão na boca enquanto olhos ternos se encantavam com o
azul do céu
“Mamãe, por que os
pássaros voam?”
“Porque são feitos de
sonhos, Sophia.”
“Ah...”
E a mãe admirava de soslaio o corpo miúdo e os lábios
manchados de chocolate
A delicadeza posta em cachos, sorrisos, quartos rosados e
brinquedos quebrados...
... Pele morena, boca pequena, perguntas repentinas e
calcinhas de babados.
“Mamãe, o que são as
estrelas?”
“São as bênçãos que os
pais desejam aos filhos, Sophia.”
“Ah...”
Ambas gastariam horas com desajeitados passos de balé,
bichos modelados em massas de cores exóticas...
... Um cartão para o
papai.
(“Ele vai ‘gostir’, não vai?”)
(“Ele vai ‘gostir’, não vai?”)
... Uma ligação para
a vovó.
(“Amo tu, Inha.”)
(“Amo tu, Inha.”)
... Uma última oração ao anjo da guarda.
Boa noite. Eu te amo.
Para sempre, Sophia.
Uma homenagem à Sophia que - mesmo que ainda more apenas nos meus sonhos - torna luminosos os dias de chuva e transforma em primavera e cor qualquer outra estação ou estado.
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