Deixa-te embalar, criança!
O velho balanço geme contra o galho ainda mais antigo...
Deixa-te embalar e descansa
Que a vida passa depressa...
Balança-te em direção ao precipício
Vê de relance o barranco
Desafia o mundo, e gira, e canta
E chora, chora baixinho, enquanto o vento uiva.
A casa atrás de ti já não te pertence...
És brinquedo quebrado, boneca de porcelana.
Deixa-te embalar enquanto o sol desce,
a lua nasce e o tempo perece.
E que tua mente divague sobre o pó das estrelas do céu.
E que tua alma lentamente livre-se do véu.
E que teu coração arrebente!

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